
Em carta divulgada hoje, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirma que o combate às mudanças climáticas já não pode mais seguir o ritmo lento da diplomacia tradicional. No documento, a 12ª carta da presidência brasileira, o diplomata sustenta que, após a conferência realizada em Belém, em novembro do ano passado, a Cúpula do Clima da ONU passou a operar sob um novo modelo de negociação.
Segundo Corrêa do Lago, as negociações climáticas agora funcionam em dois níveis. O primeiro segue os protocolos formais da COP, baseados no consenso entre os países. O segundo ocorre fora da agenda oficial, em coalizões de países dispostos a avançar na construção de bases comuns voltadas

O mapa do caminho para a transição energética longe dos combustíveis fósseis está com “estrutura adiantada”, segundo Corrêa do Lago. Trata-se de um conjunto de informações e algumas recomendações para que cada país possa planejar como irá fazer a transição energética. “Estamos muito adiantados na estrutura e estamos contactando os principais interlocutores”, disse o presidente da COP30. “Estamos muito conscientes de vão julgar a COP30 com o [resultado do] mapa do caminho, ainda que não seja um mandato [da conferência]”.
A proposta foi apresentada inicialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chegou a ser discutida para inclusão na pauta oficial da COP, mas não avançou e

